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Túnel do Tempo: Entrevista com Ricardo Almeida “Free”

Entrevista publicada no site 360 Graus em 19 de maio de 2001.

O 360 Graus foi ver de perto a maior fábrica de balões da América Latina e conversar com o empresário e balonista, Ricardo de Almeida. Foi ele que deu início as atividades da “Aeromagic”, acreditou no mercado e exportou o primeiro balão brasileiro, abrindo a porta para mais uma série de exportações futuras deste tipo de aeronave.

360 Graus – A história desse primeiro balão brasileiro exportado teve início com seu primeiro contato com o balonismo. Então como foi esta apresentação?
Free – Meu primeiro vôo foi com o “Cabeça” e o “Caco”. Daí em diante eu tomei gosto pelo esporte que é maravilhoso e nunca mais parei. Já no início eu senti as dificuldades e necessidades do mercado e comecei a fabricar maçaricos e cestos para o balonismo. 
360 Graus – Quando foi isso, lembra o ano?
Free – Foi em 1992. De 92 a 97 eu produzi só equipamentos, de 97 em diante eu e o Marcos fundamos a “Aeromagic” e começamos a fabricar os envelopes também. Hoje fazemos tudo, temos tudo para oferecer ao balonismo. 
360 – O que você fazia antes, trabalhava com o quê?
Free – Eu fazia papeis de seda, papeis de presente e beneficiamento de papel. Não tinha nada parecido com o balonismo.
360 Graus – E como foram estes primeiros cinco anos de atividades da “Aeromagic” no balonismo?
Free – Cresceu rápido! Já no segundo ano, em 1998, nos chegamos a um Record, construímos 22 balões. Já produzidos 67 balões e temos empregados atualmente 12 funcionários.
360 Graus – Você e o Marcos continuam voando? 
Free – Sim. Eu estou em sexto lugar no “ranking” e o Marcos em décimo segundo. Tenho registradas 564 horas de vôo e o Marcos deve ter 250 horas. Eu já até ganhei um carro zerinho voando lá no Festival de Torres, naquela prova do mastro. Faz uns três anos.
360 Graus – E aqui no chão, como são as divisões de tarefas entre você e o Marcos?
Free – Essa parte é tranqüila, o Marcos projeta e eu construo. A parte administrativa fazemos juntos, eu mais na produção e nas vendas e ele nas finanças.
360 graus – Quando vocês construíram o “Palhaço” já tinham a intenção de exporta-lo? 
Free – Não. Construímos este balão porque queríamos participar dos festivais internacionais como convidados, então fizemos o “Palhaço” para irmos a Albuquerque e fomos. Depois fomos também para o Canadá e conhecemos o comprador do balão lá. Ele já queria que o balão ficasse lá, mas estávamos com uma importação temporária, então o balão voltou ao Brasil e depois foi exportado novamente. Agora está na Florida.
360 Graus – Com esta porta aberta quais são os planos para o futuro?
Free – É justamente por aí. Nosso interesse é começar exportar balões nesta linha de formatos especiais, experimentais. Já tivemos oferta em um segundo balão e estamos construindo um terceiro com esta finalidade.
360 Graus – Pelo seu ponto de vista, quais são as maiores vantagens que os balões brasileiros podem oferecer?
Free – Nós temos qualidade e temos um preço extremamente atrativo. Nosso acabamento é muito bom, não fica nada a desejar e nosso produto custa quase a metade do que se vê por aí. Um balão de forma lá fora não sai por menos que quarenta ou cinqüenta mil dólares, enquanto que nós conseguimos construir com a mesma qualidade por vinte e poucos mil. Temos uma estrutura na medida, bem enxuta.
360 Graus – Quanto custa se tornar um balonista no Brasil voando um bom equipamento? 
Free – Um envelope custa por volta de US$ 10.000, claro que isso é um de forma convencional. Um balão completo sai por volta de US$22.000,00, com cesto, maçarico, tanques e ventuinha. Está fora a pick-up, os rádios, o GPS e o altímetro.
Foto: Inema

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