Foto: Arquivo pessoal
O bate-papo de hoje do BlogBalonismo é com o piloto Paulo Branco Toledo. Confira abaixo o que nós conversamos:
Sobre como entrou no esporte: Bom, eu entrei no balonismo em 1993 patrocinando um balão que participaria de um campeonato paulista em Piracicaba cujo piloto era o Alberto Brites. Eu tinha um restaurante na cidade e acabei, além de patrocinar o evento, conhecendo vários pilotos e equipes. O Alberto me chamou para voar no primeiro dia e eu sem nem mesmo saber o que era um balão de ar quente de verdade topei e fui. Confesso que não tive a melhor impressão, fiquei um pouco tenso até pela ignorância que eu tinha sobre o que ia acontecer. No segundo dia fui novamente chamado pelo piloto para voar  e ai sim começou o meu gosto pelo balonismo pois já estava mais a vontade e pude ver e curtir o voo mais tranquilo. Nesse dia dois pilotos me chamaram a atenção que foi o Rubão, que subia e descia de uma forma louca e rápida mas com muito conhecimento do que estava fazendo na busca dos melhores ventos para levá-lo ao alvo. O segundo piloto foi o Sacha Haim, que ficou pelo menos uns 30 minutos tentando entrar no alvo e foi a primeira vez que vi o que era um bom trabalho de aproximação. A partir dai fui tomado pelo vício e comecei a fazer equipe para o Alberto Brites junto com duas pessoas que como eu acabaram virando piloto também que eram o Lula (Luiz Fonseca) e o Adriano Perini. Então comecei a ajudar o piloto Jairo Fogaça que já era meu conhecido antes de eu entrar para o balonismo e foi então que comecei a pensar em me tornar um balonista.

Um ídolo no esporte: Tirei meu brevê em 2002 com a ajuda do Jairo que me emprestou tudo de equipamentos que eu precisava e de uma pessoa que foi um dos meus ídolos no balonismo, que era o Walterson Lima, um grande amigo que infelizmente já se foi mas que para mim foi fundamental no aprendizado de como voar olhando a natureza é de como se divertir muito com os balões, esse inclusive foi o maior ídolo dentre outros tais como o Chico que para mim é um dos melhores que já vi voar, o Aquilino que sempre me deu conselhos muito importantes e eu acatei porque respeito muito esse cara, o Ricardo (Free) que na minha opinião é o piloto que mais entende de equipamentos e sistema de gás do balonismo e que acabou virando meu meu sócio e parceiro na fabricação de special shapes (Aeromagic Balonismo).
Foto: Arquivo pessoal
Voo inesquecível: Já fiz muitos voos em lugares diferentes inclusive em outros países com México, EUA e Canadá, mas o voo mais inesquecível foi em Rio Claro com uma pessoa que fazia equipe para mim e que hoje fico feliz de ver que é um grande piloto. Estou falando do Rodrigo Barrote, nesse dia após ter sido cancelado o voo do festival que eu participava resolvi voar mesmo assim e acabei voando por 2 horas acima das nuvens sem saber onde estávamos e no final achamos um buraco e pousamos em segurança e muito adrenado e felizes pois foi realmente o voo mais lindo que já fiz, nunca senti tanta paz.
Projetos em andamento: Em 2004 comecei uma parceria com a Aeromagic do Ricardo (Free) que dura até hoje. Nós fabricamos special shapes que participam de  festivais em vários países e depois são vendidos. Em 12 anos juntos já fizemos varias formas entre elas urso, monstro, macaco, cachorro entre outros. Hoje temos 2 formas que são o Palhaço e o Mago e estamos na fase final de projeto para começar a fabricar a Girafa que tenho certeza: vai fazer muito sucesso.
Foto: Arquivo pessoal
Melhor campeonato que já participou: Já participei de vários campeonatos mas nunca tive uma boa classificação, acho que não sou muito competitivo e não gosto de voar olhando para GPS ou altímetro, gosto de voar olhando a natureza como me foi ensinado pelo mestre Walterson.
Projetos futuros:  Hoje o balonismo para mim virou um hobby no qual me divirto muito e tenho  o privilégio de poder viajar com meus filhos e com os amigos por lugares muito legais e de voar com balões diferentes em tamanho e formas fazendo com que o prazer de voar sempre fique a toda. Para o futuro espero poder continuar com o projeto dos special shapes e quem sabe voar por países e cidades que eu ainda não conheço.
Foto: Arquivo pessoal
Considerações finais: Nesses 20 e poucos anos de balonismo vi muita coisa legal, dei muita risada com os amigos, conheci gente que virou amigo, perdi amigos como o Wal e como o AC que deixaram muita saudade. Conheci lugares que não teria a chance se não fosse pelo balão, vi muitas pessoas virarem pilotos por merecimento vi outras que estão tentando há muito tempo e não conseguem. Eu sinceramente espero que algumas coisas mudem e que os balonistas sejam mais unidos até para fazer crescer e expandir esse esporte que está dentro do coração da gente.

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